sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ÚLTIMO VERSO





Meu último verso terá chamas ardentes que não queimam e clamará muito por amor, mas por um amor sem explicação, sem limites, sem padrões e sem espaço para traição. Também falará de algo proibido e livre ao mesmo tempo, pois só desta forma poderá sobreviver.




Meu último verso será o inverso de tudo que já escrevi e vivi, nele não caberão máscaras, ilusões, fantasias nem mágoas de amor. Ele abalará as estruturas das pessoas que fingem-se de cegas, para não assistirem o filme da verdadeira realidade.


Zema Farias

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